sexta-feira, 25 de maio de 2012

Slacktivism... a arte de não fazer nada e se achar "bom"


‎"Ser bom é outra coisa, bem diferente. É ser humilde, generoso. Ser paciente e tolerante. Ser justo e disciplinado. É ter moderação e saber quando não exigir dos outros que sejam moderados. É ser resoluto mas inquieto, pacífico mas não se omitir."

E não é? 
Tem gente que se realiza por completo com dois cliques no "compartilhar", mas tá morrendo de vontade de queimar mendigo, fechar quem pede vez no trânsito, passar na alfândega com muamba de Orlando sem imposto, liberar o pornô e o futebol na faixa da TV a cabo, e por aí vai...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O ignorante bem intencionado


Ignorante é aquele que ignora um fato. Não é feio ser ignorante, pois ninguém tem condições de conhecer todos os fatos da vida.

Se o ignorante não se mete no que não sabe (tipo eu num papo sobre a moda  e as tendências dos estilitas modernos de Botswana, por exemplo), tudo bem, nada mais normal e tranquilo.

Já quando o ignorante opina sobre o fato que ignora, ou fato que deveria conhecer para estar fundamentado no assunto em que comenta, é feio. É triste... é ignorância no sentido pejorativo.

Por exemplo: hoje, esse é o ignorante que critica a redução de impostos para veículos com o argumento de que o aumento de carros prejudica a mobilidade social e vai "contra" a onda moderno-ecológica de se privilegiar o transporte público.

É o ignorante bem intencionado, claro... também eu sou a favor da onda de valorização do transporte público e tal.

Mas o ignorante podia ir atrás dos números da indústria e das razões por trás da questão, para ser então um conhecedor... e aí sim opinar propriamente.

Entenda, meu amigo ignorante, que as montadoras estão com estoques imensos de veículos encalhados, números somente comparáveis, no país, ao período logo após a crise de 2008. Se não houvesse a redução do imposto (e, consequentemente, do preço dos carros encalhado em estoque), o prejuízo para a sociedade com redução de postos de trabalho seria imenso.

O país produziu, fez a máquina girar, as montadoras botaram o produto no mercado mas o consumo não deu conta. Resultado: capital parado, investimentos limitados, risco de desemprego, redução de arrecadação.

A redução dos juros é temporária, vige somente até agosto, e foi pensada exata e justamente para promover o desencalhe do estoque e retornar o mundo ao seu cotidiano normal... não vai favorecer o caos no trânsito indefinidamente, é um mal necessário - e temporário - cujo objetivo maior não tem nada a ver com impedir o avanço da onda ecológica, tem a ver somente com a necessidade de se equilibrar um setor importante para o país, que emprega alguns milhões de cidadãos brasileiros, mas que padece de uma dificuldade momentânea incomum: o excesso de produtividade sem o correspondente giro de capital provido, usualmente, pelo consumo regular.

Perdoem-me os bandeados para a onda ecológica que "ignoram" o conteúdo integral dos motivos que levam a decisões governamentais... o "bonitinho" pra ecologista, slacktivista, rebelde de butique e de rede social, nem sempre é o melhor (ou o necessário) para a melhoria de um país.

Mas vocês estão perdoados, podem continuar com sua gana de opinar, de mostrar pros parentes do facebook que vocês são tooooodos preocupados com o mundo. O ignorante bem intencionado é também um mal necessário, assim como o "mal" causado por essa redução de impostos que veio ontem (!), mas que vocês compartilharam e criticaram porque estavam na onda da galera...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os shows mais imperdíveis do mundo!

Atendendo a pedidos, faço o impossível: listar os shows mais imperdíveis do mundo. 


Sei que não é justo botar farinha e farofa no mesmo saco, mas uso um critério simples: independente de qual banda é melhor e sem hierarquia técnica ou histórica, se tivesse todo mundo tocando no mesmo dia e vc só pudesse escolher um, para qual show iria? 


E mesmo faltando eu ainda ver 5 bandas que provavelmente entrariam alto na lista (Sabbath, Stones, AC/DC, Soundgarden e Rancid), ouso tentar: 


Rage Against the Machine > Pearl Jam > Rush > Metallica > The Police > Paul McCartney > System of a Down > Bad Religion > Foo Fighters > Social Distortion > Ramones > Red Hot Chili Peppers > Queens of the Stone Age > Radiohead > Less Than Jake > Incubus > NOFX > Pennywise > Bouncing Souls > Slipknot > Manu Chao > Motorhead > Slayer > Iron Maiden > Pulley > Primus > Ten Foot Pole > Offspring > Down By Law > Strokes > Raimundos > Pixies > Sepultura > Muse > Misfits > U2 > Sublime > Lagwagon > Slash > No Fun At All > Slackers > Oasis > Cardigans > MxPx > Mudhoney > New Found Glory > Dead Kennedys (sem Biafra) > Voodoo Glow Skulls 
...
 > face to face > Millencolin > Kings of Leon > Rise Against > Arctic Monkeys > No Use For a Name > Los Hermanos > 30 Seconds to Mars 


(citando apenas os dignos de citação)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Babaca da vez: vai ver se eu tô na esquina!

Repare na foto:
Trata-se de um instantâneo tirado do banco do carona, de um carro tentando atravessar a Augusto Severo pela Euzébio da Motta.

Sou obrigado a fazer essa travessia todo dia.

Todo dia tem um BABACA estacionado na esquina, desse jeito, não apenas a menos de 6 metros do fim do passeio como, de fato, ocupando a curva do meio-fio.

A visibilidade não é "difícil". É impossível! Não se vê nada dos carros que vem pela Augusto Severo.

Paciente que sou, quando tenho sorte de não ter ninguém buzinando atrás, apenas aguardo acabar todo o movimento de carros e, depois do silêncio de seus motores, vou empurrando a frente do meu veículo, centímetro por centímetro, até escapar da cilada armada pelo BABACA pra mim.

Acidentes ali são bem comuns... eu mesmo, acredito que só escapei de uns 3 ou 4 porque, afinal, a gente vai aprendendo a lidar com BABACAS que estragam nossa vida diariamente e vai aumentando a atenção em locais assim.

Mas aqui na Curitiba de 319 anos hoje, é assim. Como é em muitos outros lugares, imagino.

O BABACA não está muito preocupado com a piora que causa no bem-estar coletivo.
O BABACA não quer nem saber se causa acidentes e prejuízos a terceiros com seu comportamento.
O BABACA sempre tem uma justificativa... ou "é rapidinho" ou "dá pra ver tudo se for passando com cuidado".
O BABACA exige, demanda, provoca todo o resto da sociedade a se adaptar à sua vontade.
O BABACA é sem nome, sem rosto, sem cor... ele é a ideia, mais do que a pessoa... o BABACA é qualquer um que aguarda a mesma vaga irregular na esquina sobrar para colocar-se ali, de novo, por meio de outro corpo. 
O BABACA nem vai se achar atacado com esse texto... eu que sou mal-humorado.